De batismo Católico, mas nunca levei isso a sério. Sou o que chamam de Católico não praticante. Mesmo assim, respeito a orientação religiosa de cada um, por mais fanática e escabrosa que seja.Entretanto, as vezes, passo por situações inusitadas beirando o deboche não intencional quando misturam o questionamento da minha religiosidade com velocidade e surpresa. Semana passada, fui abordado na rua por uma pregadora, que acredito ser evangélica, pelo hábito que eles tem de fazer esse tipo de coisa. Estava retornando para casa depois de um dia de trabalho muito desatento e reflexivo, poderia dizer introspectivo, como sempre faço na presença de mim mesmo (sozinho :P). A senhora dispara algumas palavras em minha direção e por acaso captei a sentença do meio para o fim, compreendendo a mensagem no final das contas. "Meu jovem, gostaria de ouvir a palavra de Deus?" A resposta foi rápida e cortante, daquelas que a gente só se dá conta do que disse depois que disse: "Não, obrigado." E segui caminhando no piloto automático. Desculpe senhora, mas não foi proposital.
Não é a primeira vez que tal fato acontece. Certa vez, uma vizinha muito religiosa perguntou-me se não frequentava a Missa (, pois para ela era algo muito importante). Prontamente respondi: "Não, Deus me livre!". Com uma prima foi a mesma coisa. A mesma pergunta, porém a resposta foi levemente diferente sem perder a essência: "Não, graças a Deus!".
Resumindo: não faço de propósito, e sim porque minha boca responde mais rápido que o cérebro. Peço desculpas a quem, por ventura, se ofendeu, garanto que não foi de propósito. Só peço que as pessoas me perguntem de forma clara e lenta para eu conseguir responder com consciência e, de preferência, olhando identificando que o destinatário da mensagem.
sexta-feira, junho 20, 2008
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Um comentário:
ateu.
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