terça-feira, abril 18, 2006

o cunhado é o baixista

Sei de pessoas que vão me escraxar por estar divulgando a banda do cunhadinho, mas vou ter que fazer, a banda é muito legal. Um rock tranqüilo e descompromissado, percussão legal e toques regionalistas.

Apanhador Só é o nome da banda que lançou no trágico domingo do grenal seu cd demo Embrulho pra levar. O projeto gráfico do encarte ficou muito bom. Atendendo ao conceito “baixo custo” ele é feito em papel cartão pardo e toda a arte é carimbada, uma solução muito original.

Selecionei 2 músicas do cd para disponibilizar aqui do bar, sem autorização, mas tenho certeza que não se oporiam. Eu espero. Se alguém quiser o cd inteiro só pedir.

Apanhador Só - Maria Augusta
Apanhodor Só - Vila do 1/2 dia

domingo, abril 16, 2006

Identidade de buteco

Se fosse contar todas indiadas que já passei na rua escreveria um romance, mas como deu na telha nesta última, que não tem nada de especial em relação as outras, vai essa mesmo.

Primeiro fui no cima com a família ver a adaptação para o cinema de Irma Vap, uma peça de teatro com o Marcos Nanini e Ney Latorraca, que atuam no filme também. O filme não é uma monstruosidade em comédia, apesar de arrancar risadas, o que chama mais a atenção é a atuação matadora destes dois puta atores. Só por isso vale a pena ver.

Depois fui convidado com meus amigos do colégio para ir num bar chamado Mr. Pub – Danceteria. As contradições começam no nome. Dentro a decoração “descolada” tentando ser de um bar de velho oeste, lixo. Não é nem um bar sertanejo, nem um baile funk, é um híbrido porcaria.

Para completar fui submetido a ouvir de funk a pagode, é dose. Não entendo o que passa na cabeça das pessoas de criar um ambiente assim, não sei se sou eu que estou sendo exigente ou são as pessoas que não tão em aí pra isso. Vão ter mal gosto assim na p#$% que pariu.

Quando tiver meu bar ao menos ele vai ter uma identidade, nem que seja identidade de buteco.

quinta-feira, abril 13, 2006

Fim de semana

Com certeza, um dos piores sons que pode existir é do despertador. Não pelo som em si, mas a soma de fatores como: sono, cama boa e remelas que impedem os olhos de se abrirem. Há que goste e consiga acordar cedo, não é meu caso. Para essas pessoas meus parabéns. Como diz o ditado: “Deus ajuda seu Madruga”, quer dizer “Deus ajuda quem cedo madruga”. Uma pequena homenagem ao finado mago da comédia mexicana seu Ramón.

Por sinal, para quem conhece o famoso vídeo do batimam, a versão vulgarmente dublada do famoso seriado dos anos 70 do batman, o Chaves não ficou para trás, ta rolando por aí o Chaves Maconheiro. Incontável o número de vezes que usam a palavra “filho da puta” no episódio.

Taí minha dica de Páscoa: ficar em casa, baixa aquele dvdêzinho pirata pelo bitorrent, baixa a legenda, sincroniza, pipoquinha, cerveja, sala escura, namorada(o) (pra quem tem, não é o meu caso)...


FELIZ PÁSCOA

terça-feira, abril 04, 2006

5 momentos

Faculdade recomeça e começam a surgir trabalhinhos: resumos, pesquisas, projetos. Relendo um artigo de um de meus professores e grande designer Norberto Bozzetti para o livro Pensando Design achei muito interessante um pequeno ensaio que ele faz sobre a história do design gaúcho, dividindo-o em 4 momentos.

O primeiro seria um estado “primitivo”, em que para atender suas necessidades, nativos e imigrantes desenvolviam seus próprios objetos. De ferramentas e mobiliários a marcas para o gado, embalagens e símbolos de empresas e produtos.

Um segundo momento seria o entre as duas grandes guerras mundiais (1919 a 1939). A pequena industria gaúcha desenvolvia seus produtos desenvolvidos por profissionais da prática, que aprendiam com suas experiências em produção. A influência européia era visível, principalmente italiana e alemã que colonizaram esse estado.

A consolidação da indústria gaúcha nas décadas de 20, 30, 40 e 50 marca o terceiro momento. A necessidades de produzir produtos próprios devidos a carência de importação que as guerras causaram. Com as limitações de recursos de produção, era necessário que a criatividade local trabalhasse em cima da tecnologia possível para desenvolver bens-de-consumo viáveis como os que vinham do exterior. Em razão disso surgiram os primeiros núcleos de design dentro da engenharia.

No quarto momento, a arquitetura que proporcionou essa base para o design mais próximo do que a engenharia ou as artes. E foi na UFRGS, que nos anos 60 já estava consolidada, onde se iniciava a capacitação dos futuros designers. Até mesmo se tornou um espaço para debates, as vezes de caráter político, questionando a sociedade e os compromissos sociais da arquitetura e design. Além disso, o perfil do arquiteto se encaixava muito bem com o do designer, o que deu para o design desta época uma “cara” de arquitetura. Muitos dos designers que se destacam no mercado hoje são designers.

Ousaria adicionar um quinto momento ao design gaúcho, em que me situo e ajudo a construir. Marcaria o fim dos anos 90 como início deste momento. A difusão do computador como ferramenta de trabalho do designer e uma exposição da profissão para a sociedade são o estopim da mudança. Resultando disso, há uma explosão de cursos de design no Brasil, só no Rio Grande do Sul são mais de 10 instituições e crescendo... Aos poucos o mercado é preenchido com designers formados em cursos de design, com professores formados também em design. Mais do que isso ainda é cedo para dizer sobre o que nos espera do design no sul.