Um bar. Um simples bar. Baratas pelos cantos faziam parte da decoração suja e fedorenta. Nas paredes, o rejunte mofado trazia um pouco de alegria ao assíduos frequentadores, que raspavam as manchas pretas esverdeadas com a comprida unha mal cortada do dedo indicador. Ainda assim, um banheiro público era mais agradável.
Atrás do balcão, um velho barrigudo de aspecto decadente, que a tempos já perdera o gosto pela vida, limpava copos com um pano cinza mais sujo que o chão para servir a melhor cerveja da cidade.
segunda-feira, abril 02, 2007
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