quarta-feira, janeiro 31, 2007

o Bar

Não era noite para grandes investidas. Longe da ação e do movimento dos eixos etílicos porto alegrenses.

O que eu queria era beber com os amigos. Beber barato. O barato que já não é mais oferecido nas populares casas do ramo. POPulares, mas não populares.

Atrás do balcão servia um arquiteto. O projeto do bar era seu. Na verdade o que ele mais gostava era de projetar ambientes de butiquim, como denominou, cuidadosamente, seu buteco.

Era o que pode ser chamar rústico. Paredes de azulejo brancas, coisa de banheiro de hospital, e uma mesa de sinuca. O Balcão, construído em cima de tijolos de construção, se estendia até a cozinha e uma janela a separava dos espaços. Que por sinal eram dois. O da sinuca, com um pé direito enorme, e o outro. O outro era o espaço do bar. Mesas decoradas a craquelê e cadeiras dispostas aleatoriamente embaixo de um mezanino de madeira sustentado por colunas finas de madeira. (o mezanino era somente um depósito). Atrás do balcão um aparelho de som velho e cds dos rolling stones e outras antiguesas. Capas de vinil enfeitavam a parede. A estante chamava mais atenção. Além de garrafas de whisky e tequila. Dois pedaços de madeiras usadas para sustentar trilhos de trens davam suporte para as estantes de vidro.

Quase todo mundo conhece este lugar. Se nunca foi realmente, pelo menos já mencionou seu nome para alguém. Está na cabeça das pessoas, mas não há nenhuma faixada que identifique sua posição. Culpa do arquiteto que não quis investir em design. Achou mais fácil denomina-lo Bar.

Um comentário:

Anônimo disse...

Troca "design" por cervas!