sábado, dezembro 23, 2006
Minha história de Natal
Primeiro que está data do nascimento de Jesus é aleatória, não consta em lugar nenhum a data. A rumores que ele nasceu na primavera, mas na idade média a igreja achou que seria interessante fazer no dia 25 de dezembro que era o dia de um deus pagão. A estratégia destas católicos desgraçados é sempre a mesma, exterminar outras religiões ou qualquer coisa que se oponha ao seu iluminado caminho.
Até 1881, Papai Noel, inspirado em São Nicolau, que distribuía meias com moedas para os pobres, usava uma roupa de inverno marrom. Então a Coca Cola lançou uma campanha de Natal com um Papai Noel de vermelho e branco e a moda pegou.
Tem idéia aquela fúria comprista de sábado. Todo mundo deixa pro último dia para comprar os presentes de todo mundo e torna o sábado um inferno na Terra. Eu detesto fazer comprar, e acreditem, não compraria um alfinete se outras pessoas não fossem me presentear, compro por respeito aos que se importa com isso.
E tem outra, não compramos só presentes, mas um conceito de natal do hemisfério norte onde tem pinheiros e neve, além de fazer frio. Soa como papo de comunista, anti-americanista, no meu caso rebelde sem causa, mas não faz muito sentido, enfim
FELIZ NATAL PRA TODOS!!!!
terça-feira, dezembro 19, 2006
Hoje os campeões do mundo desembarcam em Porto Alegre para serem aclamados por milhões de colorados. O que posso dizer deste momento? Acredito que palavras já foram mais do que estressadas sobre o assunto em todos os meios de comunicação, butecos, puteiros e edifícios do governo.
Por uma ano seremos os melhores do mundo, incontestavelmente, vencemos em campo do considerado um dos melhores times do mundo hoje, se não o melhor. É claro que isso ecoará na história por anos e anos atravessando o centenário daqui a três anos com o sentimento de missão cumprida para o primeiro século de história.
Meus agradecimentos finais são a Fernando Carvalho e sua diretoria que em 5 anos de adminstração. sempre com consciente e competente, proporcionou a maior conquista que um clube pode alcançar.
Parabéns Sport Club Internacional
sexta-feira, novembro 03, 2006
Deixa acontecer em Floripa
Outro dia estava cavocando minha pasta de fotografias (pasta digital, foi-se o tempo dos álbuns gigantes e caixas de papelão abarrotadas) da minha viagem pós NDesign.
Nada mais nostálgico que rever fotos, imagens de instantes congelados do passado, é o que resta do que já passou. Se não fossem por estes registros, dificilmente se poderia afirmar tal momento. Não pelo inusitado que foi, mas porque realmente pode não ter acontecido. Não sei porque alguma coisa me diz que se uma árvore cai na floresta e ninguém escutou, pode ser que esta queda não tenha feito barulho. Pensamento, levemente , antropocêntrico, mas ainda um ponto de vista interessante.
A fotografia registrava uma festa do pessoal da ufsc nas churrasqueiras do condomínio de Caxias e outros cevianos que não recordo os nomes, descupem-me. Minha memória para nomes é um lixo. A festa se extendeu até a passarela da Beira-mar em frente a UFSC, também conhecido como Viaduqs. A confraternização já estava alta quando um violino soa um dos mais belos pagodes já escritos neste país. Isso é para quem pensa que tomar trago em cima de ponte não pode ser erudito.
domingo, outubro 29, 2006
Embrulho estomacal
Acorde e vá decidir o futuro do país por mais 4 anos!!
Infelizmente, a vida de todo o brasileiro depende disso. A pior das eleições que já vi neste meu curto período de vivência eleitoral, para não dizer curto período de vida. A questão é que agora tenho consciência das imagens que passam frente aos meus olhos e meus pais não me dão mais bandeiras de partido para segurar no carro ao passear por Porto Alegre. Meus olhos já enxergam o que deixa meu estômago embrulhado.
A mesma história, duas maneiras conflitantes de contar. Assim resume-se o horário eleitoral. E nenhuma das duas tem credibilidade, assim como as pesquisas, e como boa parte do jornalismo que vigora. Todos tem umbigos grandes e esquecem do país. Mas quem se importa? Todo brasileiro pensa assim, seria hipocrisia dizer diferente. Voltando: de um lado uma esquerda fraca que usa de política de direita para governar; do outro um direita mascarada que se diz "do povo como os de esquerda". Tá tudo errado! Chega de politicagem.
Não sei se já perceberam como os dois canditadatos a presidência tem reforçado seus planos para o nordeste? 30% da massa de manobra brasileira está lá (não querendo ofender ninguém, só sejamos realistas). Estas disputas alcaçaram níveis ridículos.
Acho que o ingênuo sou eu em acreditar em principios no meio da guerra.
Bom voto a todos.
segunda-feira, outubro 16, 2006
rádio Los Hermanos
Não sei se é o caso de vocês, leitores, mas careço de músicas em meu computador, pois não tenho o costume de baixar mp3 com aqueles programas de compartilhamento de arquivos e para piorar minha internet está tão ruim que quase não conseguir atualizar esse blog. Como se não bastasse, não tenho dinheiro para comprar cds novos, portanto vivo neste ciclo de agonia musical.
No meio de tanto caos e desespero para não escutar as mesmas músicas a solução mais próxima são as rádio pela internet, a qualidade pode não lá ser o bicho, mas resolve. Num destes garimpos encontrei no site do Los Hermanos uma rádio com músicas selecionados pelos integrantes da banda. Além de excelentes músicos, tem preferências musicais bastante diversas e interessantes. Vale a conferida.
quinta-feira, outubro 12, 2006
Espetacular
castelhano professor de fotografia que nos acompanhou do acinzentado passeio fotográfico para Triunfo no sábado 7 de outubro.
sexta-feira, outubro 06, 2006
Não sou político
Por falar em políticos, dois segundos turnos marcam os gaúchos: governador e presidente. E duas surpresas nada surpreendentes, mais uma vez as pesquisas erram. No caso do governo do estado erraram gritantemente. Sempre indicando uma vitória do atual governador Germano Zigoto (Rigotto) e em segundo Olívio Dutra levando os dois para uma disputa posterior; no fim vence a velha asquerosa da Yeda que vinha no encalço contra bagual Olívio para o segundo turno. A grande questão que paira não é nem se as pesquisas foram manipuladas ou não, mas sim o quanto elas influenciam no voto dos eleitores? E não só quem a faz, mas quem a divulga também tem dedo nesta influência.
segunda-feira, julho 10, 2006
Aventuras na cidade eterna
O fato é que voltei, passei por alguns lugares (brasília, goiânia, campo grande, rio de janeiro, são paulo, curitiba e florianópolis), visitei alguns amigos... Uma das melhores coisas que pude fazer na vida. Voltei para cumprir minhas responsabilidades, caso contrário sabe lá aonde estaria hoje.
Agora mãos a obra, mais uma vez to metido na organização da Semana Acadêmica do Design )25 a 28 de setembro no UniRitter) e tem muita coisa para ser feita. Também estou procurando um emprego, se alguém souber de algo, qualquer coisa, é só dar um grito.
quinta-feira, junho 08, 2006
Em ritmo de Copa
sexta-feira, maio 05, 2006
a pedalada, o rebelde sem causa e a revolução em seu quarto
Obviamente, que ele não irá desarmado para guerra. A pedalada será sua arma. É dizer na bucha o que acha sem pensar nas conseqüências, doa a quem doer. Não interessa a quem, nem o que. O negócio é pedalar.
A semana passa e ele percebe como a sociedade é estúpida e desigual. Se o ser humano fosse menos ambicioso e o sistema menos sedutor poderíamos viver em paz e harmonia, todos felizes para sempre. Decide não perder mais tempo, está na hora da revolução! Vai para seu quarto, fecha a porta, apaga a luz, liga a computador e escondido atrás do monitor será onde tudo vai começar, parado ele não fica mais. E daqui para frente é só isso. Pedala desde sobre a árvore que cortaram no jardim até a crueldade com animais na China. Nem a mãe que veio só trazer o Nescau de lanche ele perdoa.
Aos poucos ele vai ficando paranóico e nem percebe. Todos estão contra ele. Não existem atitudes banais e impensadas a sua volta, tudo teve um propósito maléfico que quer acabar com a sua revolução. Até o dia que ele pedala alguém errado e termina por ser pedalado. O mundo cai.
“O que foi que eu fiz?”. Está confuso. Tudo que ele acreditava estar fazendo durante semana por um bem maior passa a não fazer mais sentido. “Por que estou fazendo isso?”. “Por quem?”. “Aonde quero chegar?”.
Uma semana. Foi o tempo que levou para o bom senso agir e faze-lo perceber que aquele não era o caminho. Não de maneira impensada, sem um objetivo claro. Lutar por uma sociedade menos desigual e mais humana se busca todos os dias. Exercendo nosso compromisso de cidadão: respeitando as diferenças, estando a par dos assuntos que rodeiam a sociedade, estudando para ter uma vida digna e poder compartilhar isso com os outros, etc.
Nem tudo foi perdido nessa criatura. O choque foi rápido e traumático, mas ao menos plantou-se uma semente de juízo nos miolos.
terça-feira, abril 18, 2006
o cunhado é o baixista
Apanhador Só é o nome da banda que lançou no trágico domingo do grenal seu cd demo Embrulho pra levar. O projeto gráfico do encarte ficou muito bom. Atendendo ao conceito “baixo custo” ele é feito em papel cartão pardo e toda a arte é carimbada, uma solução muito original.
Selecionei 2 músicas do cd para disponibilizar aqui do bar, sem autorização, mas tenho certeza que não se oporiam. Eu espero. Se alguém quiser o cd inteiro só pedir.
Apanhador Só - Maria Augusta
Apanhodor Só - Vila do 1/2 dia
domingo, abril 16, 2006
Identidade de buteco
Primeiro fui no cima com a família ver a adaptação para o cinema de Irma Vap, uma peça de teatro com o Marcos Nanini e Ney Latorraca, que atuam no filme também. O filme não é uma monstruosidade em comédia, apesar de arrancar risadas, o que chama mais a atenção é a atuação matadora destes dois puta atores. Só por isso vale a pena ver.
Depois fui convidado com meus amigos do colégio para ir num bar chamado Mr. Pub – Danceteria. As contradições começam no nome. Dentro a decoração “descolada” tentando ser de um bar de velho oeste, lixo. Não é nem um bar sertanejo, nem um baile funk, é um híbrido porcaria.
Para completar fui submetido a ouvir de funk a pagode, é dose. Não entendo o que passa na cabeça das pessoas de criar um ambiente assim, não sei se sou eu que estou sendo exigente ou são as pessoas que não tão em aí pra isso. Vão ter mal gosto assim na p#$% que pariu.
Quando tiver meu bar ao menos ele vai ter uma identidade, nem que seja identidade de buteco.
quinta-feira, abril 13, 2006
Fim de semana
Por sinal, para quem conhece o famoso vídeo do batimam, a versão vulgarmente dublada do famoso seriado dos anos 70 do batman, o Chaves não ficou para trás, ta rolando por aí o Chaves Maconheiro. Incontável o número de vezes que usam a palavra “filho da puta” no episódio.
Taí minha dica de Páscoa: ficar em casa, baixa aquele dvdêzinho pirata pelo bitorrent, baixa a legenda, sincroniza, pipoquinha, cerveja, sala escura, namorada(o) (pra quem tem, não é o meu caso)...
FELIZ PÁSCOA
terça-feira, abril 04, 2006
5 momentos
O primeiro seria um estado “primitivo”, em que para atender suas necessidades, nativos e imigrantes desenvolviam seus próprios objetos. De ferramentas e mobiliários a marcas para o gado, embalagens e símbolos de empresas e produtos.
Um segundo momento seria o entre as duas grandes guerras mundiais (1919 a 1939). A pequena industria gaúcha desenvolvia seus produtos desenvolvidos por profissionais da prática, que aprendiam com suas experiências em produção. A influência européia era visível, principalmente italiana e alemã que colonizaram esse estado.
A consolidação da indústria gaúcha nas décadas de 20, 30, 40 e 50 marca o terceiro momento. A necessidades de produzir produtos próprios devidos a carência de importação que as guerras causaram. Com as limitações de recursos de produção, era necessário que a criatividade local trabalhasse em cima da tecnologia possível para desenvolver bens-de-consumo viáveis como os que vinham do exterior. Em razão disso surgiram os primeiros núcleos de design dentro da engenharia.
No quarto momento, a arquitetura que proporcionou essa base para o design mais próximo do que a engenharia ou as artes. E foi na UFRGS, que nos anos 60 já estava consolidada, onde se iniciava a capacitação dos futuros designers. Até mesmo se tornou um espaço para debates, as vezes de caráter político, questionando a sociedade e os compromissos sociais da arquitetura e design. Além disso, o perfil do arquiteto se encaixava muito bem com o do designer, o que deu para o design desta época uma “cara” de arquitetura. Muitos dos designers que se destacam no mercado hoje são designers.
Ousaria adicionar um quinto momento ao design gaúcho, em que me situo e ajudo a construir. Marcaria o fim dos anos 90 como início deste momento. A difusão do computador como ferramenta de trabalho do designer e uma exposição da profissão para a sociedade são o estopim da mudança. Resultando disso, há uma explosão de cursos de design no Brasil, só no Rio Grande do Sul são mais de 10 instituições e crescendo... Aos poucos o mercado é preenchido com designers formados em cursos de design, com professores formados também em design. Mais do que isso ainda é cedo para dizer sobre o que nos espera do design no sul.
sexta-feira, março 17, 2006
Problemas Técnicos
sexta-feira, março 10, 2006
Desabafo confesso
Curiosamente, encontrei na anual arrumação de quarto um texto que escrevi no primeiro semestre de faculdade que toca nesse ponto:
“Eu sou o descanso por que não há nada do que descansar quando se está cansado. E assim que sou, um pouco preguiçoso e sempre pronto para descançar.(...)”
Confesso que não entendi exatamente o que quis dizer, mas a essência comprova a atual situação.
Já ouvi uma frase certa vez: “Quanto menos tempo se tem, mais tempo se arranja para fazermos nossa atividades”. Não sei quem pronunciou-a pela primeira vez, não fui eu, mas é verdade. Como se estivéssemos mais rápido que o tempo, encaixando todos os afazeres no mesmo instante. E o tempo que não fica para trás acelera junto e o dia passa mais rápido. Não lembro de ter atingido esse feito por muito tempo.
domingo, março 05, 2006
Cara nova, mesma coisa
Fico me perguntando como é vista esta mudança pelo usuário cotidiano, desatento a detalhes, que quer saber das informações. Agradou? Acha realmente melhor? Ou somente vai se acostumar?
Até posso imaginar a resposta, mas vou deixar no ar.
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
Washington em fotos
Clique aqui para ver as fotos
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
Relato II: DC 2601 3001
2601
Para aproveitar ao maximo essa viagem para washington dentro dos 4 dias que dispus, peguei o Amtrak trem as 1:20 AM, sao 5 horas de viagem aproximadamente, chegaria de manha e teria todo o dia para aproveitar. Minha preocupacao era esses dias nao serem o bastante para ver tudo.
Pelas 7:00AM estava chegando, um pouco de dor no pescoco por dormir nos bancos do trem, mas ao menos durmi. Esses trens sao muito interessantes, alguns vagoes de dois andares e snack bar, acho que foi a primeira vez que fiz uma viagem tao longa de trem. O maximo foi ir ate a Expointer de tremsurb. Estupidamente, o Brasil nao investiu nesse meio de transporte relativamente barato, que so perde para o transporte maritimo. Ao contrario construiram trilhos estreitos que fazem os trens chacoalharem mais que a Carla Perez nos tempos do E' o tcham. Bah, nao sei daonde eu puxei essa.
Enfim, primeira coisa a fazer e' fazer o check-in no albergue, talvez descansar um pouco e ver para onde ir. Peguei o subway, que em Washington e' chamado Metro da estacao para a parada mais proxima da rua 11. Tive uma surpresa de encontrar um subway tao bonito, perto do de NY que e' claro muito maior e mais antigo, e neste ponto tem seu estilo, mas esta muito usado e descuidado. A estacao deste Metro que estou falando parece uma nave, em breve publico as fotos.
Que frio desgracado senti o dia inteiro, se tem coisa pior que o frio, e' frio e vento. Nada pode ser mais doloroso. Para minha sorte e alegria (sarcasmo) o albergue so abria a check-in as 2PM, ou seja, teria que carregar minha mochila a manha inteira. O que nao foi tao dificil ja que decidi nao levar roupas extras, a mochila estava praticamente vazia. Sim, passei os quatro dias com a mesma roupa. Porco? Talvez, prefiro chamar de corajoso. Se uma roupa molha por alguma razao, eu teria um grande problema.
Sem opcao desci a rua em direcao ao National Mall, que e' o centro de Washington digamos, em uma ponta o Capitolio, no meio o monumento a Washington, na outra ponta o Lincoln Memorial, entre esses um grande parque, e em volta edificios do governo, museus, outros monumentos como o da II guerra mundial e da guerra do vietnam. Ou seja, tudo esta praticamente ali. Dessa vez estava indo para o Visitors Center. E o que eu encontro no fim da rua? Churrascaria Fogo de Chao, sim, quem ja foi nesse restaurante na zona sul sabe como e' boa, e cara. Aqui e' mais cara ainda, imaginem, uma janta U$43,00 por pessoa!!!! Obviamente que nunca iria comer num lugar desses as minhas custas.
O Visitor Center estava fechado, mas consegui alguns impressos sobre passeios turisticos e excursoes. Meu tio tinha recomendado fazer uma excursao pela cidade, com guia turistico e tal. Foi quando conversando o motorista da excursao na estacao do trem, ponto de partida da excursao, questionei se precisaria pagar os U$28 pelo passeio. Como a cidade nao e' muito grande e os pontos turisticos centrais sao mais ou menos proximos decidi que deixaria para fazer o passeio mais para frente se tivesse necessidade.
Nao muito distante dali estava o capitolio, que nao poderia deixar de visitar. A biblioteca do congresso era outro lugar que me recomendaram ir, por sorte descobri que ficava ali perto. A impressao que se tem da cidade, considerando esses edificios com fortes caracteristicas neoclassicas e' que a cidade foi construida para ser capital de um imperio, assim como Roma para os romanos. Nao sabia que poderia entrar no capitolio, o predio esta todo cercado com muretas para evitar ataques de carros bombas e soldados armados para guerra com metralhadoras que te fariam pensar duas vezes a chegar perto desdes edificios. Depois descobri que era possivel.
Primeiro tour com guia foi na Suprema Corte, muito interessante a sala, mas para manter a “honra” do local, nao e' permitido fotos. Vai entender... Proximo edificio foi a biblioteca do congresso, que segundo a guia foi considerado o edificio mais bonito dos EUA, e' possivel, cada parede, teto, chao, detalhe e' ornamentado e tem uma explicao. Colunas em marmore, afrescos, vitrais... No centro, onde nao da para entrar, fica a biblioteca uma sala circular enorme. Aqui estao guardados um dos maiores tesouros do mundo, uma das Biblias de Gutenberg, alem da maior colecao de cartoes de baseball dos Estados Unidos. A biblioteca esta em constante troca, por dia e' comprado mais de 2 mil obras, assim como e' trocado, vendido, existem um sistema via internet que liga todas as bibliotecas dos EUA.
Agora e' meio dia aproximadamente, ja escrevi tudo isso que vai ficar gigante no blog e estou ficando com preguica, vou encurtar a historia.
Entrei no capitolio, na rottunda central, aquela sala da cupula, e' grande, redonda e cheia de estatuas. Existem ao todo no predio mais de cem estatuas que sao trocadas de lugar periodicamente para nao discriminar nenhum dos estatuados. Essa sala e' onde o presidente toma posse, esse ritual acontece desde sempre, acho que so george washington, o primeiro presidente nao passou por ali.
Passeio tava bom, mas tava com fome e queria fazer o check-in no albergue e descansar. Como um bom pao duro decidi ir a pe' ate la, nao parecia longe e iria passar por Chinatown. Acho que existe uma chinatown para cada cidade importante deste pais, esses chineses se proliferam mais rapido que coelhos, sem ofensas... Voltando a historia de andar a pe', so tem vantagens: nao tem custos, sempre se tem oportunidade de conhecer lugares que de carro ou de subway nunca perceberia, e' um bom momento para refletir sobre a vida e e' um otimo exercicio.
Essa Chinatown e' pequena, praticamente 2 ruas que se cruzam, um portico chines e era isso. Tinha decidido que nao ia almocar, na verdade estava procurando um cacetinho e agua, esse seria o almoco. Mas nao resisti. Voces conhecem o Hooters? E' um restaurante bem famoso aqui em que as garconetes andam com shorts minusculos e peitoes gigantes. Tive que entrar. Sem contar que o lugar e' tipico de redneck, que seria o caipira americano. Paredes de madeira bruta, televisoes por todos as lados com tudo que e' tipo de jogo. A ESPN aqui tem muito mais canais aqui, ate campeonato de peteca eles mostram... Mas o pior era em cima da mesa um rolo de papel toalha tamanho familia. Uaheuhaahue. Esse e' o guardanapo. Comi uma batata frita em forma de cabelo encaracolado um Hooterade (gatorade do hooters) e fui embora.
Fiz o check-in e fui dormir por uns 30 mintos. Desta vez nao estou dividindo o quarto com 12 pessoas e sim com 10 o que e' bem melhor...
A noite resolvi procurar uns bares, segundo o cara do albergue encontraria no Columbus Circle. Esqueci de dizer, o povo aqui em Washington e' muito simpatico. Estava procurando um telefone publico para ligar para o meu tio, dar noticias que estava vivo e entrei num cafe para perguntar sobre a ligacao. Nao e' que o magrao me espresto o celular dele para fazer uma ligacao para outro estado? Fiquei impressionado com aquilo, nao esperava que alguem fizesse isso, eu nao faria, nao com o celular que tenho. Comprando a minha janta (cha') um cara chamado Nabi me indicou uns pubs pela regiao. Por fim entrei num lugar chamado Whale alguma coisa. Um frio ventoso desgracado e o porteiro de bermuda na rua verificando minha carteira de motorista adulterada, louco! Minha noite acabou quando o porteiro entrou e me perguntou se ia ficar sentado na mesa a noite todas sem pedir nada e tirando fotos enquanto tinha outros clientes para sentar e gastar dinheiro. Nao tiro a razao dele, a mesa era para quem estava comendo, e so estava descansando, mas nao tinha mais saco para ficar ali.
2701
Elegi este como o dia dos museus, era isso que ia fazer ate meus olhos ficarem vermelhos de tanta informacao visual. A primeira foi a galeria nacional de arte, edifcio muito bonito e obras de arte tanto quanto. Outro lugar que estava curioso para ir era o Museu aereo e espacial. Avioes pendurados pelo teto, misseis, aqueles robos que foram para marte, o satelite hubble, partes de foguetes, satelites, roupas espaciais. Tem uma secao inteira sobre a historia da aviacao, claro que as estrelas sao os irmaos Wright. Santos Dumont e' mencionado num painelzinho numa parede entre muito outros pioneiros, custei para encontrar ele.
No fim do dia nao tinha mais tempo para um museu grande, fui para uma galeria de arte africana. E' uma galeria subterranea que liga a galeria de arte asiatica. So fui me dar conta disso quando estranhei estar vendo vasos chineses numa galeria que supostamente tinha que ser a africana.
Por do sol lindo peguei na saida da galeria indo em direcao ao monumento a washington o obelisco, tenho um video disso. Mais algumas fotos e segui ate' o Lincoln memorial, o edificio iluminado a noite tem um efeito bem interessate. Dentro a estatua de Lincoln sentado e textos nas paredes em letras romanas. Na verdade todo os EUA e' bastante apegado aos tipos serifados, da um ar mais serio, pomposo e classico.
De la ia para Georgetown, um bairro de lojas e restaurantes onde tambem fica a univerdade de georgetown, entao e' um bairro jovem. O resto de washington e' coisa pra velho. Na verdade essa cidade e' para 2 classes: politicos e turistas; enfim... Queria acessar a internet, antes de chegar no bairro, mas nao queria pagar as taxas exorbitantes do albergue e eu com essa cara de estudante. Usei a mesma tatica que uso em Stamford, vou para biblioteca de univerdades, normalmente sao abertas ao publico. No caminho encontra a universidade george washington (o que e' ser o primeiro presidente, tudo tem o seu nome). O sistema universitario aqui e' diferente, nao sei explicar mas e', entao a maioria dos estudantes vem de outras cidades e mora na republica da faculdade, acho legal assim todo mundo junto rola mais facil aquela descontracao.
Em georgetown deis umas voltas, entrei em lojas, entrei em bares para ver onde ia ficar, em livrarias. No fim nao fiquei por ali, o que mais tinha era restaurante mesmo, e decidi que nao ia comer, esse dia comi um quarto de uma barra de chocolate hersheys pequena no almoco e agua, a janta foi a mesma coisa, so complementada por cerveja que tambem alimenta.
Voltando a pe', proximo ao columbus circle encontrei um bar bem legal, meio danceteria, parecia divertido. Aconteceu uma coisa muito bizarra, um cara olhou para mim e comecou a falar em portugues, isso que nao tinha dito uma palavra. Fiquei pensando, so posso ter cara de brasileiro, menos mal. Mas foi bizarro. E o bar fechou as duas da manha :P
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Estava de saco cheio de museus, queria uma dia mais light, mais caminhadas, menos informacao. Pela manha fui num auto show perto do albergue. Tirei foto de tanto carro, entrei num porsche, num bmw e ate num volkwagen, hehe. Na entrada uma competicao de quem aguentava mais tempo encostado no carro ganhava o carro. Quando passei por ali estavam a 70 horas.
Nao estava afim de ir no museu de historia natural porque cheguei a conclusao que nao tem graca ver animais empalhados, sem vida. E dinoussauros ja tinha visto em NY. Fui para o zoologico... Entretanto a sensacao de ver aqueles animais presos e como se eles estivessem empalhados, o olhar triste, alguns escondido no canto mais remoto do seu espaco, outros andando apreensivos de um lado para o outro, deve ser triste viver num espaco tao limitado. Nao gostei e logo fui embora.
Ir para Washington e nao passar pelo pentagono era algo que nao podia fazer, nem que seja pra dizer que passei pelo pentagono. Ate porque fotos nao tenho, pois e' proibido tirar fotos, sujeito a recolherem a camera. E nao seria num lugar como esse que iria arriscar tirar aquela foto escondida como se faz em museus.
Como sempre voltei a pe', nao sei se foi uma ideia totalmente boa, mas valeu o passeio, vista bonita, peguei o por-do-sol de novo, desta vez na ponte sobre o rio Potomac. Passei pelo cemiterio arlington, a impressao que tive e' que era uma plantacao de tumbas, muitas ate perder a vista, uma colada com a outra. O lado ruim e' que caminhei pra caralho ate o albergue, minhas pernas estavam destruidas.
Na sala de tv esperramado no sofa conheci a Carina, uma guria de SP que esta em Boston fazendo um estagio. Foi engracado pois ela e descendente de japoneses e o ultimo lugar que imaginei que ela dissesse de onde vinha era do Brasil quando perguntei, podia ser japonesa, coreana, chinesa la sei eu. O que foi muito legal, ela sugeriu ir num bar chamado Coyote Ugly's, como no filme de mesmo nome. A duvida era se o bar ia ser como no filme. As bartenders gostosas dancando no balcao do bar, situas jogados pelas paredes, e eventualmente uma corajosa espectadora se arriscava a subir no balcao. Ainda bem que era...
Apareceu um cara, nao lembro o nome dele agora, queria conversar conosco. Ate' ofereceu cerveja para nos, nunca vi alguem que surge no nada oferecendo cerveja, mas enfim, nao ia deixar de aceitar, minha impressao era que alem de bebado estava interessado na Carina. Contou que voltou no exercito a pouco, passou 6 meses no Iraque e contando que e' a pior coisa do mundo, recomendou que nunca me alistasse no exercito dos EUA, repetindo isso pelo menos umas cinco vezes. E' acho que nao vou fazer isso. Me ofereceu um cigarro, disse que nao fumava, de ofereceu whisky, disse que so tomava cerveja; ele olhou para minha barba e disse tu e' um Amish! Quem nao conhece Amish e' uma religiao protestantes que vivem em comunidades isoladas da civilizacao e decidiram viver sem recursos modernos. So' para se ter ideia, eles nao tem luz eletrica. Insistentemente disse que nao era Amish, mas ele deu a barbada, se dissesse em qualquer lugar que era Amish conseguiria ceva de graca. Por sinal ele completou, a proxima rodada e' tu que paga. Dissimulei, fingi que nao ouvi e aos poucos fomos conversando cada vez menos com ele. Por fim ele estava contando como o rugby brasileiro sempre derrota os americanos, nao tem nem chance. So fui ouvir falar de rugby no Brasil porque minha irma jogava, quem diabos joga rugby no Brasil???? Fiquei pensando se ele nao queria dizer futebol. Logo saimos e perto dele e nunca mais o vimos ate' o fim da noite. Saimos do bar e haagen dahz antes de dormir. Hummmm
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A Carina tinha ido para washington para um apresentacao do projeto que estava fazendo em Boston para o exercito e ia para outra cidade hoje. Entao combinamos de nos encontrar no cafe para fazer outros passeios antes dela ir.
O primeiro foi o building museum que de museu nao tem nada. Escutamos uma entediante guia falando sobre e edificio que por ter orcamento baixo teve que ser construido com tijolos. O que foi surpresa para os gringos, tijolos?? Aonde ja sei viu fazer edicifios com tijolos? Aqui nada e' feito com tijolos, ou e' madeira ou concreto.
Lembrei que na galeria nacional de arte inaugurava hoje uma exposicao de Cezanne em Provence, quando fui na sexta ainda nao estava aberta ao publico. A fila estava tao grande, tao grande, que desistimos. Fomos almocar em Chinatown num restaurante meio chines meio japones. Comi um arroz com camaroes delicioso. Depois a Carina foi embora e segui meu caminho. Ziegler, amigo do meu tio, tinha me contato sobre a catedral nacional, enorme, totalmente gotica, muito bonita mesmo. O que ele tinha ressaltado e' que ela tinha sido terminada em 1990. Na verdade o projeto e' de 1800, ela foi iniciada em 1907, levou 83 anos para ser finalizada. Descobri algo interssante sobre a catedral, fizeram um concurso infantil para desenvolver uma estatua para a catedral, e o vencedor foi a estatua do darth vader, uaehuahahueuhahau, imagem uma catedral gotica com uma estatua do darth vader!! Infelizmente fui saber disso depois, mesmo assim nao e' possivel de ver a olho nu.
Antes de chegar a catedral foi uma longa pernada pela rua das embaixadas, praticamente toda estao situadas nesta regiao. Entao cada casa tem um bandeira de um pais ao longo de uns 2 kilometros acho, e as casas muito bonitas, parecia um bairro residencial, um lugar legal de se morar. De volta ao albergue, meu penultimo dia e nao quis mais sair, estaria indo embora segunda pela manha e queria descansar.
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Consegui fazer algo que raramente faco, acordar cedo, ia pegar o trem ao meio dia e tinha alguns passeios para fazer ainda. Fiquei curioso para ver o Jefferson Memorial e o Holocaust museum. Depois do memorial que estava tomado pela nevoa e gaivotas acidentalmente encontrei a casa da moeda americana, onde fazem as verdinhas. Fui o unico lugar que tive a oportunidade de ver algo sendo impresso. Nada de interessante.
Isso ja eram quase 11 horas, e nem tinha comprado minha passagem ainda. So para nao dizer que nao fui no Holocaust museum cruzei o predio correndo e fui embora.
Voltei feliz para stamford, depois de uma viagem tao legal, com boas lembrancas e 600 fotos que provam que estive la.
sexta-feira, fevereiro 03, 2006
home depot
Estou a tempos para contar para voces sobre este lugar. Trata-se de uma loja de material de construcao, pecas para casa, ferramentas e tudo mais chamada Home Depot. E' impressionante o tamanho do lugar, e' possivel comprar uma casa inteira nesta loja.
Como diz o nome, a ideia e' que seja um deposito, ele e' ambientado seguindo este conceito. Entam e' comum passares das caixas registradoras e ter que parar para uma empilhadeira passar. Ou ter que pedir para um vendedor subir num tipo de elevador para pegar uma banheira. O local e' cru, frio, nao e' o tipo de ambiente que transmite conforto para o consumidor: estantes de ferro laranja enormes cheios de caixas empilhadas, po' para todo lado, os vendedores usam um avental laranja e luvas, ate' sao simpaticos, mas parece que na verdade eles foram pagos para empilhar os objetos nas instantes. Menciono a cor laranja pois essa e' a cor da marca, que e' aplicada nos carrinhos de compras, nos caixas, na sinalizacao, em tudo. Pode parecer assustadora pelo que descrevo, mas nao e', ela e' intencionalmente assim e e' bastante interessante.
quarta-feira, janeiro 25, 2006
Primeiras fotos
Pacote 1
terça-feira, janeiro 17, 2006
Relato: NY 0901 1301
Semana passada meio que de bobera, resolve ir pra NY, e' uma cidade grande, deve ter algo interessante para se ver. Lugar mais barato para se hospedar: albergue. Nao era um albergue fantastico, mas nao era uma possilga. Era grande, muitos quartos, muita gente e um espaco legal. Hoje, segunda feira dia 9, os museus costumam estar fechados, mas tem tanto museu por aqui que nao tem como nao ter um aberto. Tem uma avenida que e' chamada Museum Mile, entao nao e' pouca coisa. Fui no museu judaico que tinha uma exposicao da Sarah Bernhardt, pude ver aqueles cartazes fantasticos do Alfhonse Mucha e depois fui na Neue Galerie numa exposicao do Egon Schiele. Muito interessante. Nao tenho muitas fotos para mostrar dos museus porque nao e' permitido tirar fotos, mas alguma coisa em tenho.
Como anoitece cedo por aqui fui ver o buraco do World Trade Center antes de ficar muito tarde, mas garanto, nao ha' nada para ver alem de um grande buraco. Ai quando estava voltando para dar entrada no albergue peguei o subway errado e fui parar no brooklyn, acho que era o unico branco dentro do trem. Isso e' engracado, cada bairro aqui e' diferente e tem suas peculiaridades. Se tu estas indo em direcao a chinatown pelo subway, comeca a aparecer chines de tudo que e' lado, e quando estava indo para o brooklyn negao pra todo lado, se esta subindo para o bronx sao os hispanicos. Nao entendam isso como qualquer tipo de manifestacao racista, so estou tentando situar voces.
Estive offline toda esta semana porque a internet era muito cara no albergue, 10cents o minuto, me recuso e pagar essa barbaridade.
Proximo passo era fazer amizades, andar sozinho o dia inteiro nao e' bom, nao tem aquela descontracao, aquela brincadeira gostosa que e' de praxe de amigos. E um albergue e' um otimo lugar para se encontrar esse tipo de gente, todos estou abertos a conhecer pessoas. E e' claro, impossivel nao encontrar brasileiros por aqui, estava cheio de brasileiros no albergue. Conheci duas gurias de Belem do Para', com ela estava um alemao que voltava de Los Angeles. Era noite de sinuca de graca no albergue, se e' de graca estou dentro! Ai que aparece uma guria da escocia que estava ha' 11 meses viajando vindo das ilhas Fiji e voltando pra casa. Estava feito o grupo, os proximo passeios fariamos juntos.
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Estava com medo de nao conseguir acordar de manha porque nao consigo ajustar o alarme do meu relogio, mas nao tive esse problema. De manha, quando o sol bate na tua cara e 11 pessoas no teu quarto comecam a acordar, nao tem como dormir. Fora o fato do travesseiro estar destruindo minhas costas. Ao menos acordei e encontrei o pessoal no cafe da manha. Depois saimos para oa passeios, primeiro lugar foi Chinatown, o famoso bairro chines. Muitos chineses, lojinhas de souvenirs, camelos, arquitetura chinesa e tudo mais que se tem direito. Mas infelizmente nao achamos a rua principal, portanto vou ter q dar uma passada por la de novo, pode ser que encontre lembrancinhas baratinhas la tb, uaheuhauaehuae.
Chinatown e' na parte baixa de Manhattan, perto do WTC nosso proximo ponto turistico, ja tinha ido la, mas o pessoal nao, e como nao ia demorar muito entao nao foi um incomodo. Repito, e' so um buraco com paineis em homenagem as vitimas, e contando o que aconteceu, a historia das torres e um projeto de reconstrucao.
Seguindo o caminho, sabiamos pelo livro do Philip, o alemao, que podiamos fazer um tour por dentro da bolsa de valores em Wall Street. Para nossa frustacao essa passeio foi cancelado a 4 anos por questoes de seguranca. Por falar em seguranca, nao tem uma lugar que tu nao va que nao revistem a tua mochila.
Ficamos so' nas fotos mesmo, essa e' a parte mais antiga da cidade e e' caracteristica pelas ruas estreitas e os edificios altos. Seguindo iamos para um parque na costa, quando decidimos pegar o barco para Staten Island (nao e' a ilha da Estatua da Libertade). Era de graca, entao nao tinha porque nao aproveitar. A vista que se tem do barco e' muito bonita, e' possivel ver Manhattan se afastando e passar perto da estatua da liberdade.
Na volta uma da gurias de Belem nao estava se sentido bem e voltamos em direcao ao albergue, mas passamos no Metropolitan Museum of Art onde pode-se encontrar templos egipcios, armaduras medievais, obras de van gogh e muito mais. E' um museu muito muito grande.
Antes de entrar percebemos um alvoroco na frente, tinha ate um reporter da globo que nao sabiamos o que diabos estava fazendo la. Ate descobrirmos que na rua da frente estavam filmando um filme, claro que nao iamos deixar de chegar mais perto e ver qualequee'. Esperando ver uma celebridade, sei la', Robert de Niro ou Angelina Joulie, porque nao? Tudo e' possivel em NY, essa e' a terra da oportunidade. Ai que vemos um ator ingles nao muito famoso e um cara que batia na minha cintura, serio, o cara era muito baixinho. Danny De Vito. Tenho uma foto para provar que ele e' quase um anao.
Enfim, para entrar no museu tem um valor sugerido que tu podes pagar, que acho que sao 15 dolares. Claro que paguei 1 dolar, nao sou rico como esses americanos. Ainda mais que faltava pouco tempo para fechar o museu e e' preciso ficar la o dia inteiro para tentar ver tudo. Nao vimos nem 1/3, mas fica a licao, nao entre em museus depois de passar o dia inteiro caminhando, nao e' legal. Vou ter que voltar la' da proxima vez.
De volta ao albergue e decidir o que fazer a noite. Ha' quase 2 meses longe de casa, as gurias de Belem estavam loucas para comer arroz brasileiro, vai entender. Entao fomos para Times Square onde cruza uma rua conhecida como Little Brazil. Lugar cheio de lojas de contrabandistas brasileiros e restaurantes de imigrantes ilegais, tudo com aquele jeitinho brasileiro de viver. Bem, claro que o preco e' como o dos gringo. A comida era muito cara, como qualquer lugar aqui. Se tu quiseres comer bem, nao pagas menos de 15 dolares por pessoa, FACADA! Nao fomos no tal restaurante, como ja estava de barriga cheia e nao ia comer, acabamos no McDonald's comer aquele lixo gorduroso, deixo claro que nao comi. Mas a sobremesa seria no restaurante brasileiro, queriam mostras a caipirinha para os gringo. Mas estava fechado, eram onze horas da noite!
Nao conformados em voltar para o hotel estavamos decididos a entrar em algum lugar. O problema e' que como alguns de nos, como eu nao tem idade para beber (21 anos), nao sabiamos se poderiamos entrar nos bares. Conseguimos, mas foi a situacao mais frustrante e desanimadora que alguem pode passar: o porteiro avisando o cara do bar que eles sao criancas e nao podem beber. E mais, tu nao podes ficar perto do balcao, tens que sentar numa mesa. Sou realmente uma crianca, nao existe gente com 20 anos nas ruas depois da 23h. Enfim, nao pude beber, fiquei com cara de tacho, voltamos para o albergue e boa noite.
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Esse dia nao ia fazer o passeio com o pessoal, cada um tinha um plano diferente, uma ia fazer compras, o outra ia para o Canada, outras para o Museu. Eu tinha combinado de almocar com um amigo do meu tio que mora perto do albergue e estava me ajudando em NY. Ele e' decorador, e antes de almocarmos ele tinha que passar no apartamento de uma famosa artista brasileira que nao posso dizer o nome para ver como estava a reforma. Infelizmente ela nao estava la'. Para o almoco iamos nos encontrar com uma amiga do Ziegler que trabalha com design grafico em NY, atualmente como free lancer. Engracado, agora lembrei que o cara Alemao do albergue fazia webdesign, e a escocesa estudava jewerly design. Esse mundo e' muito pequeno, ou todo mundo resolveu estudar design.
A Kundan, essa amiga que eu tinha dito me disse que na Parson School of Design tinha um workshop aberto ao publico sobre os cursos que a faculdade oferece, e sao muitos, parece uma boa escola. Mas claro que nao estava tendo o curso. Ao menos conheci o East Village, um bairro muito legal de Manhattan, muito simpatico, tipo uma cidade baixa, muitos barzinhos legais, monte de gente pelas ruas (nem tanto nesta epoca pelo frio), que quinta feira fui de noite passear.
Voltando para o albergue encontrei so a escocesa (eu nao sei o nome dela direito) e fomos assistir a uma stand up comedy, aquele tipo que fica um cara em pe' contando piadas, tao ligados?. Foi dentro do albergue, entre a mesa de sinuca e os armarios. Apesar do fato de nao entender 100% do que eles falavam, foi engracado. Esse tipo de show e' bem comum aqui, nao sei se daria certo no Brasil, basicamente o comediante conta uma situacao e faz ela se tornar a mais engracada possivel, mas nao tem aquele migue' brasileiro, aquela descontracao. Como prova, o publico, maioria nao americano (ja que estavamos em um albergue) nao deu muitas risadas. Isso que eram 4 comediantes. Mas valeu a pena, e' preciso ter raciocinio rapido e saber improvisar para nao perder a piada, nao e' facil.
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Quinta-feira, dia de sair do albergue, me despedir dos meus amigos provisorios e continuar a jornada. Depois de tantas noites mal dormidas, tantas aventuras, despedida cruel. O plano de hoje era Museu de Historia Natural, e assim foi. E' preciso dedicar um dia inteiro porque o lugar e' grande. A area mais interessante sao os dinossauros claro, pensar que eles ja andaram pela terra ha' milhoes de anos e nao tivemos a oportunidade de ver como eram. Uma coisa que nao gosto e' de ver os animais empalhados, nao tem graca, pode ser uma especie desconhecida la da puta que pariu, mas nao e' a mesma coisa de ve-los vivos, ainda pobre dos bichos.
Essa noite sairia para conhecer o que acontece pela cidade que nunca dorme quando o sol se poe. Tinha o endereco de dois lugares para ir e todo o East Village para caminhar em busca de algo bom. O primeiro era um bar chamado CBGB's que descobri ser um bar punk, como nao sou um adepto mor do punk preferi nao entrar. Depois fiquei sabendo que foi um lugar importante na ascendencia da cena punk e varias bandas comecaram naquela lugar, talvez seja melhor eu voltar la... O outro lugar chamava-se Roses Turn, em que os garcons sao musicos tentando ganhar a vida com gorjetas ja' que musicalmente foram um fracasso, e durante uma rodada e outra tocavam musicas pro pessoal. Parecia interessante, mas nao me agradou o fato de ser o unico "under 21" presente. Mas consegui comprar ceva, heheh, nos mercadinhos eles normalmente nao perguntam a idade. Entao pude beber feliz pela rua algumas cervejas, claro que dentro de um saco. Por lei, so se pode beber bebidas alcoolicas dentro de um saco, assim as criancinhas nao veem que tu estas bebendo e nao vao querer beber e se tornar alcoolatras futuramente, grande bobagem.
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Faltando ainda alguns museus para visitar e a semana acabando, resolvi ir no Cooper Hewitt um museu de design. Estava curioso para ver que preciosidades encontraria la dentro. A exibicao principal chamava-se Fashion in Colors. Vestidos que marcaram epoca por sua cor e ousadia. Nao e' a minha area, mas posso dizer que foi interessante, nao so' essa exibicao, mas a maioria, tem-se um cuidado muito grande na ambientacao das obras, neste caso a iluminacao era muito importante, ja' que tratava-se de cor, e foi feito com muita beleza.
Para fechar a semana com chave de ouro, sexta-feira a noite, o Museu de Arte Moderna tem entrada gratuita a partir das 4 horas da tarde. Cheguei 10 pras 4 e nao imaginaria que teria uma fila tao grande. Era tao grande, que ia seguindo pela quadra, e adiante tinha uma placa indicando que a fila continuava num terreno baldio, e la sim, ela era maior ainda. Quase desisti, pensei que ia passar a tarde inteira na fila. Em 10 minutos estava dentro do museu, era mais questao de organizacao. A exibicao principal era os 20 anos da Pixar, o estudio de animacao responsavel por filmes como Toy Story e Os Incriveis. FANTASTICO. Cada esboco, maquete, pintura de cenarios e personagem, uma verdadeira obra de arte. Nunca imaginaria que antes de comecar a animar e' preciso fazer tanta coisa. Os estudos para criacao de personagem, esbocos, pinturas, sim personagens representados com pintura a oleo, pastel, gouache, maquetes para mapear, tantas coisas. Alem do story board descobri que se usa um roteiro de cores, em que se pinta todas as principais cenas para saber como vai ser a cor e a iluminacao. Se a cena sera dramatica vai ser de mais escuro, se for feliz mais colorido, desta maneira eles podem visualizar e decidir antes de animar e renderizar e pah. Tenho algumas fotinhos para mostras, nao muitas porque foi tudo na moita, outro dia levei uma mijada de um seguranca por estar tirando fotos.
O museu por si so ja e' muito legal, arquitetonicamente falando e suas obras nem se fala. Nao acabei de ve-lo tenho que ir la outra sexta-feira. Uma exposicao de objetos classicos desenhados pelos melhores designers, coisas muito interessantes. Ate' aquele famosa cadeira dos Campana que todo mundo mete pau. Posso dizer que ela e' interessante, nao sei se boa para se sentar, mas interessante.
Infelizmente tem coisas que nao adianta contar, so vendo e presenciando para se encantar. Algumas coisas guardo para contar pessoalmente e mostrar fotografias. Assim se encerra essa semana, mas nao minha viagem, ja tenho outros planos de passeios, acho que vou dar um oi para o Bush semana que vem.
Vai entender
La' sao kilometros, aqui sao milhas
La' sao kilos, aqui sao libras
La' sao celsius, aqui sao Farenheit
La' sao litros, aqui sao oncas
La' sao 24h, aqui sao 12 am e 12 pm
La' e' dia/mes/ano, aqui sao mes/dia/ano
La' e' verao, aqui e' inverno
quinta-feira, janeiro 05, 2006
New York New York
Sem rumo, pensando para onde iria, ja' tinha decidido ir para o Central Park quando avistei a Biblioteca Publica. So' o predio por si so e' espetacular, nao tirei fotos de fora, mas assim que tiver oportunidade tirarei. Dentro e' muito grande e muito bonito. Tao precioso quanto os livros la guardados. Havia duas exposicoes acontecendo, uma de mapas e outra sobre manuscritos iluminustas (aqueles feitos ha' mao que a Paula Ramos mostrava nas aulas de historia da arte, para quem sabe o que estou falando). Entrei 12:20 aproximadamente, nao havia almocado. Quando perguntei as horas de novo eram 17:50, e so' tinha visto aquelas duas exposicoes!! Mas valeu a pena. A exposicao de mapas apresentava obras desde quando se acreditava que a terra era o centro do universo, feitos a mao, com muitos detalhes; passando por mapas mais recentes, mais precisos. Cabe ressaltar os detalhes caligraficos dos livros, muito bons, letras minusculas e ainda sim legiveis. E foi seguindo, mostrando os EUA, depois NY, ai seus bairros, ate' chegar no fim mostrando um mapa de onde seria construido o world trade center e o que habitava ali antes. Uma sutil homenagem que mostra que 11/9 ainda nao foi esquecido e e' uma cicatriz na vida dos americanos.
Um dos objetivos de ter entrado na biblioteca e' porque sabia que la' tinha uma copia da primeira biblia feita por Gutenberg, o primeiro livro impresso do mundo. Uma marco na historia, que permitiu a reproducao de livros em grandes escala e alcancarmos avancos que vemos hoje. Cheguei a procurar nos arquivos online, mas nao achei, ja' havia desistido da busca. Quando no meio da exposicao dos mapas, deparei-me com um livro, que logo vi era tal Biblia (momento magico, um feixe de luz sobre a minha cabeca e vozes angelicais). Fiquei pelo menos uns 10 minutos observando aquelas duas paginas abertas, mais do que isso cansa!
Sobre a expo dos manuscritos iluministas, so' vendo, sao fantasticos. Livros que datam o seculo 12, 13, 14, 15 imaginem, um pedaco da historia perdido no tempo. Pensar que naquele tempo eram livros para uso comum, comum dos nobres (nao era barato fazer um livro desses, todo a mao tanto texto quanto ilustracoes), hoje obras intocaveis.
Vi que terei que acordar cedo e passar mais tempo por aquela cidade, tem muita coisa pra se ver, muito mais do que imaginava, talvez dois meses nao sejam o bastante.
terça-feira, janeiro 03, 2006
2006
Sexta feira fui para o sitio para passar o Ano Novo com meu tio e seus amigos.
Durante a semana tentei encontrar algo para fazer nada cidade, fui no cinema ver qualquer coisa e acabei assistindo The Producers, o filme e' bom, engracado, mas e' um musical e as vezes cansa o fato deles cantarem o tempo inteiro.
Fui na biblioteca publica, tomei cafe na starbucks, comi donuts no dunkin donuts, estou virando gringo, isso e' perigoso, posso engordar.
Ate tentei entrar em um escritorio de design aqui e conversar, ver como eles trabalham, mas a mulher bateu a porta na minha cara achando que queria um emprego. Ate queria, mas ela nao precisava ter feito aquilo.
Ja' no sitio tive a minha primeira experiencia com neve desde que cheguei aqui. Nao estava nevando, mas tinha neve por tudo. Nao posso negar que e' um coisa inusutada e legal para quem nao esta acostumado. Tudo coberto de neve, branco ate onde perde a vista, e' bonito. Depois nevou e tal, momento magico...
Comprando os preparativos para o ano novo tive a minha primeira frustracao. Muita raiva deste povo. Fomos comprar ceva para o ano novo no mercado. Estava carregando um pack de ceva para o meu tio comprar e a mulher do caixa pergunta se eu tinha idade para beber. Tenho 20 anos. Mas nao tenho idade, aqui so se pode beber com 21. Quase a mulher nao vendeu a ceva, pq supostamente eu nao podia nem tocar nas garrafas, talvez nem mesmo pensar em beber.
Malditos, paranoicos.
Tu podes votar com 18, podes servir o exercito com 18, pode dirigir com 18 ou 16 aqui, sei la, mas nao se pode beber!!!
Mas passou, fiquei mais calmo e chegou o momento da festa de ano novo. Estava marcada para 8h da noite comecar, tudo aqui acontece cedo, pelas 6h da noite nos jantamos, esta hora estaria tomando meu cafe da tarde no Brasil. Bem, ate' entao e' isso, essa semana vou para NY, passear um pouco na cidade grande.
abracos
sinto falta de todos